Teste e Vistoria de Sistema de Alarme de Incêndio
O teste funcional é uma avaliação prática. Ele é feito na presença do vistoriador de bombeiros. Esse teste mostra que um Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI) está funcionando.
Isso significa que os detectores conseguem disparar. Os dispositivos acionadores também devem responder. As sirenes e sinais sonoros precisam se ativar.
A central deve registrar os eventos corretamente. Além disso, a sinalização de rotas deve funcionar bem. Essa checagem é requisito para concessão ou renovação do AVCB/CLCB, bem como pode ser requerida em inspeções extraordinárias.
Ao final, o vistoriador quer ver não apenas que o sistema existe no papel, mas que ele realmente funciona no momento do teste.
Fundamentos normativos e exigências técnicas
A norma de referência para projetos, instalação, comissionamento, operação e manutenção do SDAI é a ABNT NBR 17240. Ela substituiu versões anteriores, como a antiga NBR 9441. É mencionada nas Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros de muitos estados. Serve como base para vistoria, fiscalização e exigência de documentos.
Cada Corpo de Bombeiros estadual tem uma Instrução Técnica (IT). Um exemplo é a IT-19 em São Paulo. Essa instrução explica os procedimentos, os modelos de relatório e os critérios de aprovação na vistoria.
Nessas ITs, é necessário que o edifício tenha os relatórios de manutenção preventiva da NBR 17240. Esses relatórios devem estar atualizados para a vistoria.
Além disso, o AVCB/CLCB (Auto/Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros) é o documento oficial. Ele comprova que a edificação atende às normas de segurança contra incêndio.
A renovação desse certificado depende, entre outros fatores, de a edificação manter os sistemas (incluindo o SDAI) em condições plenas de operação.
Frequência de manutenção e ensaios: de quanto em quanto tempo?
Segundo a NBR 17240, a manutenção preventiva deve ser feita regularmente. Os intervalos não podem passar de três meses entre as manutenções completas. Isso significa que o sistema de detecção/alarme não pode ficar mais de um trimestre sem verificação formal.
Em ambientes mais agressivos, como poeira, umidade e vapores, o intervalo deve ser menor. Isso é importante em lugares de risco elevado, como hospitais, data centers e centros comerciais. Assim, é necessário fazer inspeções mais frequentes para evitar falhas silenciosas.
Além das manutenções formais, é bom fazer testes funcionais parciais com frequência. Por exemplo, você pode ativar um detector ou acionador alternado toda semana. Isso ajuda a identificar problemas antes do ciclo trimestral.
Essa prática está alinhada ao princípio técnico de “ensaios periódicos de funcionamento” previstos na norma.
Vale reforçar: a validade do AVCB não exime o proprietário ou responsável técnico de realizar as manutenções periódicas. São coisas distintas — o certificado pode ter prazo mais amplo, mas o sistema deve ser mantido ativo e testado conforme cronograma.
O que normalmente é checado no teste funcional
Durante a vistoria, o vistoriador costuma solicitar o acionamento de um detector automático ou de um botão manual e observar comportamentos como:
Esse roteiro prático ajuda a garantir que o SDAI não é apenas teórico, mas útil em uma emergência real.
Documentação essencial para aprovação do teste funcional
Para que o teste funcional seja aceito, não basta que tudo funcione: é imprescindível que a documentação esteja em ordem. Tecnicamente, deve-se apresentar:
Muitos Corpos de Bombeiros têm modelos oficiais de Relatório de Inspeção/Comissionamento em suas ITs. Usar esses modelos torna o processo mais fácil e diminui exigências extras durante a vistoria.
Preparação antes da vistoria — checklist prático
Antes de agendar a vistoria, recomenda-se revisar:
Ter esse preparo reduz bastante o risco de surpresas negativas durante o teste.
O teste funcional exigido pelos Corpos de Bombeiros é uma das etapas mais importantes para garantir a segurança de uma edificação. Ele assegura que o Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio está plenamente operacional e em conformidade com as normas vigentes.
Mais do que cumprir uma exigência, manter o sistema em funcionamento constante demonstra responsabilidade, compromisso com a vida e valorização do patrimônio.
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