Qual é a Velocidade Máxima do Wi-Fi? Entenda o Limite de Roteadores, Celulares e Notebooks
Ao contratar um plano de internet de 500 Mbps, 700 Mbps ou até 1 Gbps, muitas pessoas esperam alcançar toda essa velocidade em qualquer celular ou notebook conectado ao Wi-Fi. Entretanto, o resultado apresentado em um teste de velocidade depende de diversos fatores e não apenas do plano contratado com a operadora.
A velocidade máxima do Wi-Fi é determinada pela tecnologia utilizada no roteador, pela placa de rede do dispositivo, pela frequência escolhida, pela largura do canal, pela quantidade de antenas, pela intensidade do sinal e pelas interferências existentes no ambiente.
Por esse motivo, mesmo um roteador Wi-Fi 6 ou Wi-Fi 7 pode entregar uma velocidade bastante inferior ao seu limite teórico quando o dispositivo está distante, possui uma placa de rede mais antiga ou recebe um sinal com baixa qualidade.
Neste artigo você entenderá qual é a velocidade máxima das principais tecnologias Wi-Fi, quais celulares e notebooks são compatíveis, como funcionam os roteadores fornecidos pela Vivo e pela Claro e por que uma rede própria com access points cabeados pode oferecer maior estabilidade e desempenho.
Velocidade da Internet e Velocidade do Wi-Fi São a Mesma Coisa?
A velocidade da internet representa a capacidade do plano contratado com a operadora. Quando um cliente possui uma conexão de 1 Gbps, esse é o limite máximo que poderá ser recebido da internet, mesmo que a rede local seja capaz de transmitir dados em velocidades superiores.
Já o Wi-Fi é apenas o meio utilizado para conectar celulares, notebooks, tablets, televisores e outros equipamentos ao roteador ou access point. A velocidade dessa conexão local pode ser maior ou menor do que a velocidade contratada com a operadora.
Uma residência pode ter internet de 1 Gbps, mas um notebook antigo conectado por Wi-Fi 4 pode receber apenas uma parte desse valor. Da mesma forma, uma rede Wi-Fi 7 pode transferir arquivos internamente em vários gigabits por segundo, mesmo que a internet contratada seja de apenas 500 Mbps.
A rede local também é utilizada para acessar câmeras, servidores, sistemas de armazenamento, automação residencial e outros dispositivos que estão dentro do próprio imóvel. Nesses casos, os dados não precisam passar pela internet.
Qual é a Velocidade Máxima de Cada Tecnologia Wi-Fi?
Cada geração do Wi-Fi possui uma capacidade máxima teórica. Entretanto, esses valores normalmente consideram diversos fluxos espaciais, canais largos e condições de laboratório que dificilmente são reproduzidas por um único celular ou notebook.
A tabela abaixo apresenta as principais tecnologias encontradas atualmente em roteadores, access points, celulares e computadores.
| Tecnologia | Frequências | Velocidade Teórica do Padrão |
|---|---|---|
| Wi-Fi 4 - 802.11n | 2,4 GHz e 5 GHz | Até 600 Mbps |
| Wi-Fi 5 - 802.11ac | 5 GHz | Até aproximadamente 6,9 Gbps |
| Wi-Fi 6 - 802.11ax | 2,4 GHz e 5 GHz | Até 9,6 Gbps |
| Wi-Fi 6E - 802.11ax | 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz | Até 9,6 Gbps |
| Wi-Fi 7 - 802.11be | 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz | Mais de 40 Gbps no padrão completo |
Essas velocidades representam a capacidade máxima de cada padrão e não a velocidade que será entregue a um único equipamento. A maior parte dos celulares e notebooks utiliza apenas duas antenas e dois fluxos espaciais, configuração conhecida como 2x2 MIMO.
Um dispositivo Wi-Fi 6 trabalhando com dois fluxos espaciais e canal de 80 MHz pode estabelecer uma taxa física de aproximadamente 1.201 Mbps. A velocidade realmente utilizada para transportar dados será inferior devido ao funcionamento do protocolo Wi-Fi.
Para entender melhor a geração presente em grande parte dos aparelhos atuais, recomendamos também a leitura do artigo Wi-Fi 6: Como Funciona e Quais São Suas Vantagens?.
Por que a Velocidade Informada no Roteador Pode Confundir?
Os fabricantes costumam classificar seus roteadores com nomes como AC1200, AC3000, AX1800, AX3000, AX5400 ou BE11000. Esses números representam normalmente a soma das velocidades teóricas de todas as bandas disponíveis no equipamento.
Um roteador AX3000, por exemplo, pode combinar aproximadamente 574 Mbps na frequência de 2,4 GHz com cerca de 2.400 Mbps na frequência de 5 GHz. Isso não significa que um celular conectado alcançará 3.000 Mbps.
O dispositivo normalmente se conecta a apenas uma banda por vez e utiliza a quantidade de antenas disponível em sua própria placa de rede. Um celular com Wi-Fi 6 2x2 não aproveitará todos os fluxos espaciais de um roteador mais avançado.
Esses números são úteis para comparar a capacidade total dos equipamentos, principalmente quando existem muitos dispositivos conectados simultaneamente. Porém, eles não representam a velocidade individual garantida para cada aparelho.
Qual Velocidade um Celular ou Notebook Realmente Pode Alcançar?
A conexão Wi-Fi sempre utiliza os recursos compatíveis entre o roteador e o dispositivo. Se um celular Wi-Fi 5 for conectado a um roteador Wi-Fi 7, a comunicação continuará limitada às características do Wi-Fi 5.
Da mesma forma, um notebook Wi-Fi 6 pode se conectar normalmente a um access point Wi-Fi 7, mas não utilizará recursos exclusivos da geração mais nova, como canais de 320 MHz e Multi-Link Operation.
A tabela abaixo apresenta uma referência aproximada para conexões comuns em celulares e notebooks com duas antenas.
| Conexão do Dispositivo | Taxa Física Aproximada | Velocidade Útil Possível |
|---|---|---|
| Wi-Fi 5 2x2 em 80 MHz | Até 866 Mbps | Aproximadamente 400 a 650 Mbps |
| Wi-Fi 6 2x2 em 80 MHz | Até 1.201 Mbps | Aproximadamente 600 a 900 Mbps |
| Wi-Fi 6 ou 6E 2x2 em 160 MHz | Até 2.402 Mbps | Aproximadamente 1,2 a 1,8 Gbps |
| Wi-Fi 7 2x2 com canais largos | Vários gigabits por segundo | Depende do aparelho e da infraestrutura |
Os valores apresentados são referências para condições favoráveis. Dois equipamentos Wi-Fi 6 podem alcançar velocidades diferentes devido à largura máxima do canal, ao número de antenas, à qualidade da placa e às limitações definidas pelo fabricante.
Também é necessário considerar a porta de rede do access point. Um equipamento capaz de transmitir mais de 1 Gbps pelo Wi-Fi será limitado caso esteja conectado a um switch com porta Ethernet de apenas 1 Gbps.
Quais iPhones São Compatíveis com Wi-Fi 6?
A Apple passou a utilizar Wi-Fi 6 nos iPhones a partir da geração iPhone 11. Isso significa que os iPhones 11, 12, 13, 14 e gerações posteriores podem se conectar a roteadores Wi-Fi 6 compatíveis.
Alguns modelos mais avançados passaram a oferecer Wi-Fi 6E, permitindo a utilização da frequência de 6 GHz. Essa faixa pode oferecer canais mais livres e maior capacidade quando o roteador e a regulamentação local permitem sua utilização.
Gerações mais recentes também passaram a incorporar Wi-Fi 7 em determinados modelos. Entretanto, possuir Wi-Fi 7 não significa que o aparelho utilizará automaticamente todos os limites máximos do padrão.
A largura do canal, a quantidade de fluxos espaciais e a configuração regional ainda influenciam diretamente a taxa máxima alcançada pelo aparelho.
Para confirmar a compatibilidade, é importante consultar a ficha técnica do modelo exato. Dentro de uma mesma geração podem existir diferenças entre as versões convencionais, Pro e Pro Max.
Quais MacBooks São Compatíveis com Wi-Fi 6?
Os computadores da Apple passaram a receber Wi-Fi 6 com a introdução dos primeiros modelos equipados com Apple Silicon. O MacBook Air M1 e o MacBook Pro de 13 polegadas com processador M1, por exemplo, utilizam Wi-Fi 6.
Esses equipamentos normalmente trabalham com configuração 2x2 MIMO e canal de até 80 MHz. Em condições adequadas, podem estabelecer uma taxa física próxima de 1.201 Mbps.
A velocidade real de internet costuma ficar abaixo desse valor. Em uma rede Wi-Fi 6 bem instalada, com sinal forte e pouca interferência, resultados entre 600 e 900 Mbps podem ser considerados normais para esse tipo de conexão.
Modelos posteriores de MacBook Air, MacBook Pro, Mac mini e iMac passaram a receber Wi-Fi 6E e, em gerações mais novas, Wi-Fi 7. A tecnologia exata deve ser verificada pelo ano e pelo modelo completo do computador.
O nome do processador não deve ser utilizado sozinho para identificar a tecnologia sem fio. Computadores com processadores da mesma família podem possuir especificações de Wi-Fi diferentes.
Como Saber Qual Tecnologia Wi-Fi um Notebook Windows Suporta?
Nos notebooks Windows, a tecnologia disponível depende da placa instalada pelo fabricante. Até mesmo computadores pertencentes à mesma linha podem utilizar adaptadores diferentes conforme a versão comercializada.
Placas como Intel AX200, AX201 e AX210 são encontradas em diversos notebooks compatíveis com Wi-Fi 6 ou Wi-Fi 6E. Equipamentos mais novos podem utilizar placas da família Intel BE ou soluções equivalentes com Wi-Fi 7.
Para identificar o modelo instalado, basta abrir o Gerenciador de Dispositivos do Windows e acessar a opção “Adaptadores de Rede”. O nome da placa Wi-Fi será exibido nessa área.
Também é possível abrir o Prompt de Comando e utilizar o comando netsh wlan show drivers. O campo que apresenta os tipos de rádio compatíveis ajuda a identificar se o computador trabalha com 802.11n, 802.11ac, 802.11ax ou padrões mais recentes.
Os Roteadores da Vivo e da Claro Possuem Wi-Fi 6?
A Vivo e a Claro já fornecem equipamentos compatíveis com Wi-Fi 6 em parte de suas instalações. Isso representa uma evolução importante em relação aos roteadores Wi-Fi 5 utilizados durante muitos anos pelas operadoras.
Entretanto, o modelo recebido pode variar conforme a cidade, o plano contratado, a tecnologia utilizada no endereço, o estoque regional e o momento da instalação.
Por esse motivo, contratar um plano de determinada velocidade não garante automaticamente o recebimento de um modelo específico de roteador. A operadora pode utilizar equipamentos de diferentes fabricantes com características semelhantes.
Para residências pequenas e usuários com necessidades básicas, o roteador da operadora pode oferecer um resultado satisfatório. Aparelhos compatíveis com Wi-Fi 6 conseguem utilizar os recursos disponíveis quando estão próximos do equipamento.
Entre os dispositivos compatíveis estão diversos iPhones a partir da geração 11, smartphones Samsung Galaxy das linhas mais recentes, Macs com processadores Apple Silicon e notebooks equipados com placas Wi-Fi 6.
Ainda assim, ter um roteador Wi-Fi 6 não garante cobertura completa ou alta velocidade em todos os ambientes. O posicionamento do equipamento e a distribuição dos pontos de acesso continuam sendo determinantes para o desempenho.
Por que Não é Ideal Depender Apenas do Roteador da Operadora?
O equipamento fornecido pela operadora possui como função principal entregar o acesso à internet. Ele normalmente reúne modem ou ONT, roteador, firewall, portas Ethernet, telefonia e Wi-Fi em um único aparelho.
Essa solução busca atender o maior número possível de instalações, mas não é desenvolvida especificamente para as características de cada residência.
Em uma rede planejada, o ideal é separar o acesso à internet da infraestrutura interna. Assim, a residência possui um roteador próprio, switches, cabeamento e access points independentes do equipamento da operadora.
Caso o cliente troque a Vivo pela Claro, ou contrate qualquer outra empresa, a rede interna pode continuar funcionando com o mesmo nome, senha, configuração e equipamentos.
Essa independência é especialmente importante em imóveis que possuem sistemas de automação residencial, câmeras, áudio e vídeo, computadores, servidores e muitos dispositivos conectados.
A troca do equipamento da operadora não deve exigir a reconfiguração de toda a residência. O novo modem ou ONT passa a fornecer a internet para o roteador principal, enquanto a rede local permanece sob o controle do proprietário.
Quais São as Vantagens de uma Rede Própria?
Uma rede própria permite desenvolver a infraestrutura conforme o tamanho do imóvel, a quantidade de usuários e os equipamentos que realmente serão utilizados.
É possível distribuir vários access points pelos ambientes, criar redes separadas para moradores, visitantes, automação e segurança e acompanhar o desempenho de todos os dispositivos.
Também é possível aplicar regras específicas de segurança, limitar o acesso entre redes e identificar equipamentos que estejam consumindo uma quantidade elevada de dados.
Outra vantagem é a possibilidade de atualizar cada parte da infraestrutura separadamente. O cliente pode trocar os access points por uma geração mais nova sem substituir obrigatoriamente todo o restante da rede.
Por que Utilizar Access Points UniFi Cabeados?
A linha UniFi, desenvolvida pela Ubiquiti, permite construir uma rede com diversos access points distribuídos pelos ambientes e administrados por uma única plataforma.
Em um projeto adequado, cada access point é conectado ao switch por meio de um cabo de rede. Quando o sistema utiliza PoE, esse mesmo cabo também pode fornecer energia para o equipamento.
Essa conexão cabeada é importante porque evita que os access points dependam do próprio Wi-Fi para se comunicar com o roteador principal.
Em repetidores e sistemas mesh sem cabeamento, parte da capacidade sem fio pode ser utilizada para transportar os dados entre os pontos. Isso pode reduzir a velocidade disponível para os celulares e notebooks.
Com access points cabeados, cada equipamento possui uma conexão direta com o switch, oferecendo maior previsibilidade de velocidade, menor latência e melhor estabilidade.
Todos os pontos podem transmitir o mesmo nome de rede. Ao caminhar pela residência, o celular pode migrar entre os access points conforme a intensidade do sinal e os recursos de roaming suportados pelo dispositivo.
Essa solução é explicada com mais detalhes no artigo Wi-Fi para Toda a Casa com Access Points Cabeados.
Também teremos um conteúdo específico sobre UniFi Ubiquiti: Como Funciona a Plataforma de Rede?, apresentando gateways, switches, access points, controladores e recursos de gerenciamento.
A Ubiquiti Possui Access Points Wi-Fi 7?
A Ubiquiti já possui diferentes modelos de access points UniFi compatíveis com Wi-Fi 7. Existem equipamentos destinados à instalação em tetos, paredes e ambientes externos.
Dependendo do modelo, os access points podem trabalhar nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz, além de oferecer interfaces Ethernet de 2,5 GbE ou superiores.
Entretanto, instalar apenas um access point Wi-Fi 7 não é suficiente para alcançar velocidades acima de 1 Gbps. Toda a infraestrutura deve estar preparada para transmitir essa capacidade.
O gateway, o switch, o cabeamento, a porta de rede do access point e o dispositivo utilizado no teste precisam suportar velocidades multigigabit.
Caso um access point Wi-Fi 7 seja conectado a uma porta Ethernet de apenas 1 Gbps, a velocidade total será limitada por essa conexão, mesmo que o Wi-Fi seja capaz de transmitir uma taxa física superior.
Para entender as principais novidades dessa geração, consulte nosso futuro artigo sobre Wi-Fi 7: Velocidades, Tecnologias e Diferenças para o Wi-Fi 6.
Qual é a Diferença Entre Wi-Fi 6, Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7?
O Wi-Fi 6 introduziu melhorias importantes na eficiência da rede, principalmente em ambientes com muitos dispositivos conectados simultaneamente.
Tecnologias como OFDMA e o gerenciamento aprimorado de transmissões permitem dividir melhor os recursos disponíveis e reduzir o tempo de espera entre os equipamentos.
O Wi-Fi 6E utiliza as mesmas tecnologias do Wi-Fi 6, mas adiciona a possibilidade de trabalhar na frequência de 6 GHz. Essa faixa possui mais espaço para canais largos e menor presença de aparelhos antigos.
Por outro lado, a frequência de 6 GHz possui menor capacidade de atravessar paredes e outros obstáculos. Para alcançar altas velocidades, o dispositivo precisa permanecer relativamente próximo do access point.
O Wi-Fi 7 amplia a capacidade utilizando canais de até 320 MHz, modulação 4096-QAM e Multi-Link Operation nos dispositivos compatíveis.
Na prática, a principal vantagem não está apenas no maior número exibido em um teste de velocidade. A nova geração também pode oferecer menor latência e maior eficiência em redes com vários equipamentos.
Por que a Velocidade do Wi-Fi Diminui com a Distância?
A velocidade do Wi-Fi diminui conforme a qualidade do sinal recebido pelo dispositivo piora. O sistema ajusta automaticamente a modulação e a taxa de transmissão para tentar manter a conexão estável.
Quando um celular está próximo do access point, com sinal forte e pouca interferência, ele consegue transportar uma quantidade maior de dados em cada transmissão.
Ao se afastar, o sinal fica mais fraco e a relação entre sinal e ruído diminui. A rede passa a utilizar uma modulação mais resistente, porém mais lenta.
Não existe uma distância única que garanta determinada velocidade. O resultado depende das paredes, portas, móveis, espelhos, lajes, estruturas metálicas e interferências presentes no caminho.
Um access point pode ser detectado a dezenas de metros em um ambiente aberto, mas isso não significa que manterá alta velocidade durante toda essa distância.
Ter sinal suficiente para enviar uma mensagem é diferente de possuir qualidade para alcançar velocidades próximas de 1 Gbps. Cobertura e capacidade precisam ser analisadas separadamente.
Qual Distância é Recomendada para Alcançar Alta Velocidade?
Em ambientes residenciais, uma distância aproximada de três a seis metros, com poucas barreiras, costuma oferecer boas condições para altas velocidades na frequência de 5 GHz.
Esse valor é apenas uma referência. Uma parede de concreto armado pode causar mais perda do que vários metros de distância em um ambiente aberto.
Na frequência de 6 GHz, utilizada pelo Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, pode ser necessário permanecer ainda mais próximo do access point para utilizar as taxas mais altas.
O sinal de 6 GHz possui menor alcance e menor capacidade de atravessar obstáculos quando comparado ao 5 GHz e principalmente ao 2,4 GHz.
Após atravessar uma ou duas paredes, o dispositivo pode continuar conectado, mas a velocidade tende a cair de forma significativa.
Em imóveis maiores, a solução correta não é instalar um único roteador com potência elevada. O mais adequado é distribuir diferentes access points em posições planejadas.
Qual Intensidade de Sinal é Necessária para Alta Velocidade?
A intensidade do sinal Wi-Fi é normalmente indicada pelo RSSI, utilizando valores em dBm. Como os números são negativos, um valor mais próximo de zero representa um sinal mais forte.
A tabela abaixo apresenta uma referência geral para avaliar a intensidade recebida por celulares e notebooks.
| Intensidade do Sinal | Condição | Resultado Esperado |
|---|---|---|
| -30 a -50 dBm | Excelente | Maior possibilidade de alcançar taxas elevadas. |
| -51 a -60 dBm | Muito boa | Bom desempenho para aplicações exigentes. |
| -61 a -67 dBm | Boa | Navegação, streaming e chamadas com estabilidade. |
| -68 a -75 dBm | Regular | Velocidade reduzida e mais retransmissões. |
| Abaixo de -75 dBm | Fraca | Instabilidade e desconexões podem ocorrer. |
Para buscar velocidades próximas ao limite de um dispositivo, normalmente é desejável possuir sinal acima de aproximadamente -60 dBm, além de boa relação sinal-ruído.
Para aplicações comuns, muitos projetos procuram manter aproximadamente -67 dBm ou melhor nas áreas consideradas importantes.
Entretanto, o RSSI não deve ser analisado isoladamente. Um sinal forte em um canal congestionado pode apresentar desempenho pior do que um sinal um pouco mais fraco em uma frequência livre.
O que é Relação Sinal-Ruído?
Além da intensidade recebida, o desempenho depende da relação sinal-ruído, conhecida pela sigla SNR. Ela representa a diferença entre o nível do sinal Wi-Fi e o nível de ruído presente naquela frequência.
Um celular pode receber um sinal de -55 dBm e ainda apresentar baixa velocidade quando existe muita interferência no canal utilizado.
Redes vizinhas, câmeras sem fio, dispositivos antigos e outros transmissores podem aumentar a ocupação do espectro e reduzir a qualidade da conexão.
Como referência, uma relação sinal-ruído acima de aproximadamente 25 dB é positiva. Valores próximos ou superiores a 30 dB criam condições mais favoráveis para modulações elevadas.
Por esse motivo, as barras exibidas pelo celular não são suficientes para avaliar uma rede. Também é necessário analisar canais, ruído, interferência e utilização do espectro.
Como a Largura do Canal Influencia a Velocidade?
A largura do canal pode ser comparada à quantidade de faixas disponíveis em uma estrada. Quanto maior o canal, maior a quantidade de dados que pode ser transmitida em condições favoráveis.
Na frequência de 2,4 GHz, normalmente são utilizados canais de 20 MHz para reduzir a sobreposição e a interferência entre redes próximas.
Na frequência de 5 GHz, canais de 40 ou 80 MHz são comuns em redes residenciais. Muitos equipamentos Wi-Fi 5 e Wi-Fi 6 conseguem alcançar seu melhor desempenho utilizando 80 MHz.
Os canais de 160 MHz podem dobrar a taxa física em equipamentos compatíveis. Entretanto, eles ocupam uma parte maior do espectro e podem encontrar mais interferência em regiões com muitas redes.
O Wi-Fi 7 permite utilizar canais de até 320 MHz na frequência de 6 GHz. Essa largura é uma das condições necessárias para alcançar as velocidades mais altas anunciadas para a tecnologia.
Utilizar sempre o canal mais largo não é necessariamente a melhor escolha. A configuração ideal depende do ambiente, da quantidade de access points e das redes existentes nas proximidades.
A Frequência de 2,4 GHz é Mais Lenta?
A frequência de 2,4 GHz normalmente oferece menor velocidade, mas possui maior alcance e melhor capacidade de atravessar paredes.
Ela continua sendo muito útil para dispositivos de automação residencial, equipamentos mais distantes e aparelhos que não exigem grande largura de banda.
Entretanto, essa frequência possui poucos canais disponíveis e costuma apresentar maior interferência de redes vizinhas e outros equipamentos.
Para celulares, notebooks, televisores e dispositivos que precisam de alta velocidade, a frequência de 5 GHz costuma oferecer um resultado melhor quando o sinal é adequado.
A frequência de 6 GHz pode oferecer ainda mais capacidade e canais livres, mas exige maior proximidade dos pontos de acesso.
Repetidor, Wi-Fi Mesh ou Access Points Cabeados?
Um repetidor recebe o sinal de outro roteador e o retransmite. Quando essa comunicação também utiliza o Wi-Fi, parte da capacidade disponível é consumida na interligação entre os equipamentos.
Sistemas mesh podem apresentar um resultado melhor quando não existe cabeamento, principalmente quando utilizam uma banda exclusiva para a comunicação entre os pontos.
Mesmo assim, o desempenho depende da posição de cada unidade e da qualidade do sinal recebido entre elas.
Quando existe a possibilidade de instalar cabeamento, os access points conectados diretamente ao switch normalmente oferecem maior estabilidade e previsibilidade.
Cada ponto possui sua própria conexão com a infraestrutura principal e não depende do sinal sem fio de outro equipamento para transportar os dados.
Em nossos projetos, a Acatar Automação prioriza a utilização de access points cabeados, distribuídos conforme a planta do imóvel e gerenciados de forma centralizada.
Como Testar Corretamente a Velocidade do Wi-Fi?
O primeiro teste deve ser realizado por meio de uma conexão cabeada, utilizando um computador e uma interface Ethernet compatíveis com a velocidade contratada.
Esse procedimento ajuda a confirmar se a operadora está entregando corretamente a internet antes de avaliar o desempenho do Wi-Fi.
Em seguida, o teste sem fio deve ser feito próximo do access point, utilizando um celular ou notebook conhecido e compatível com a tecnologia da rede.
Durante a medição, é importante verificar se o aparelho está conectado à frequência de 5 GHz ou 6 GHz, quando disponível.
Também é necessário confirmar que outros usuários não estão realizando downloads, backups ou transmissões que possam consumir parte da internet.
Para planos acima de 1 Gbps, o computador, o adaptador de rede, o gateway, o switch e o access point precisam possuir interfaces multigigabit.
Um teste realizado em apenas um cômodo não representa toda a residência. O ideal é medir a velocidade nos principais ambientes e comparar os resultados com a intensidade do sinal.
Por que o Teste Não Alcança a Taxa Física Informada?
A taxa física exibida pelo sistema não corresponde integralmente à velocidade útil utilizada para transportar arquivos ou acessar a internet.
Parte da capacidade é consumida por cabeçalhos, confirmações, gerenciamento da rede, segurança e outros processos necessários para o funcionamento do Wi-Fi.
O Wi-Fi também utiliza um meio compartilhado. Os equipamentos precisam aguardar oportunidades para transmitir e não enviam dados simultaneamente da mesma forma que uma conexão Ethernet full-duplex.
Quando existe interferência ou baixa qualidade de sinal, alguns pacotes precisam ser enviados novamente. Essas retransmissões reduzem ainda mais a velocidade útil.
Por isso, um MacBook conectado com taxa física de 1.201 Mbps não apresentará necessariamente 1.201 Mbps em um teste de velocidade.
Em uma boa rede Wi-Fi 6 2x2, resultados entre aproximadamente 600 e 900 Mbps podem ser compatíveis com o funcionamento normal da tecnologia.
Vale a Pena Investir em Wi-Fi 7?
O Wi-Fi 7 pode ser uma escolha interessante para projetos novos, principalmente quando a infraestrutura será utilizada durante muitos anos.
A nova geração permite preparar a rede para celulares, notebooks e outros dispositivos capazes de trabalhar com velocidades multigigabit.
Entretanto, o access point representa apenas uma parte do projeto. Não existe vantagem em instalar um equipamento Wi-Fi 7 sem cabeamento adequado, switch multigigabit e posicionamento correto.
Também é importante analisar os dispositivos existentes. Um notebook Wi-Fi 5 continuará operando dentro das limitações do Wi-Fi 5 mesmo em uma rede mais moderna.
Em muitos imóveis, uma rede Wi-Fi 6 corretamente dimensionada pode oferecer uma experiência melhor do que um único roteador Wi-Fi 7 instalado em uma posição inadequada.
A escolha deve considerar a área da residência, a quantidade de dispositivos, a velocidade da internet, o tipo de uso e a expectativa de atualização dos equipamentos.
Como Deve Ser uma Rede Wi-Fi Residencial Bem Planejada?
Uma boa rede residencial começa com o cabeamento estruturado. Televisores, computadores, câmeras, sistemas de automação e equipamentos fixos devem ser conectados por cabo sempre que possível.
O Wi-Fi deve ser utilizado principalmente por celulares, tablets, notebooks e dispositivos que realmente dependem da mobilidade.
Essa distribuição reduz a quantidade de equipamentos concorrendo pelo meio sem fio e melhora a estabilidade da rede.
Os access points devem ser posicionados conforme a planta do imóvel, a divisão dos ambientes e os materiais utilizados na construção.
A instalação centralizada no teto normalmente favorece a distribuição do sinal, mas cada projeto precisa ser avaliado individualmente.
Além da velocidade, é necessário considerar cobertura, latência, roaming, segurança, quantidade de usuários e facilidade de manutenção.
Uma rede bem planejada deve manter bom desempenho em toda a residência, e não apenas apresentar um número elevado quando o usuário permanece ao lado do roteador.
Perguntas Frequentes sobre Velocidade do Wi-Fi
Sim, mas o resultado depende do dispositivo, da largura do canal, da intensidade do sinal e da interferência. Equipamentos Wi-Fi 6 2x2 em 80 MHz normalmente ficam abaixo de 1 Gbps de velocidade útil.
Sim. As tecnologias são retrocompatíveis. Entretanto, o celular continuará limitado às velocidades e recursos do Wi-Fi 5.
A placa Wi-Fi do aparelho, a distância, a interferência, a frequência e a largura do canal podem limitar o resultado. Além disso, a velocidade útil sempre fica abaixo da taxa física negociada.
Ele pode ser suficiente para imóveis pequenos e necessidades básicas. Em residências maiores ou com muitos dispositivos, uma rede própria com vários access points cabeados tende a oferecer melhor cobertura e estabilidade.
As frequências de 5 GHz e 6 GHz são normalmente mais indicadas para alta velocidade. Entretanto, possuem menor alcance e exigem maior proximidade do access point.
Para altas velocidades, normalmente é desejável possuir RSSI acima de aproximadamente -60 dBm, além de boa relação sinal-ruído e pouca interferência no canal.
Um sistema mesh pode ser útil quando não existe cabeamento. Porém, access points cabeados normalmente oferecem maior estabilidade, menor latência e melhor aproveitamento da capacidade disponível.
Pode valer a pena em projetos novos e preparados para vários anos de utilização. Entretanto, toda a infraestrutura precisa ser compatível e os dispositivos antigos continuarão operando dentro de seus próprios limites.
Conclusão
A velocidade máxima do Wi-Fi depende da combinação entre o roteador, o access point, a placa do dispositivo, a frequência, a largura do canal e a qualidade do sinal.
Os roteadores fornecidos atualmente pela Vivo e pela Claro já podem oferecer Wi-Fi 6 em instalações compatíveis e atender satisfatoriamente imóveis pequenos e usuários com necessidades básicas.
Entretanto, residências maiores e projetos com muitos equipamentos devem possuir uma rede interna própria, evitando que toda a infraestrutura dependa do aparelho fornecido pela operadora.
A utilização de access points UniFi cabeados permite distribuir o sinal pelos ambientes, manter uma única rede em toda a casa e administrar os equipamentos de forma centralizada.
A Ubiquiti também já oferece soluções Wi-Fi 7 para projetos que precisam de maior capacidade e desejam preparar a infraestrutura para dispositivos mais modernos.
Mais importante do que escolher o roteador com a maior velocidade anunciada é desenvolver um projeto que mantenha os dispositivos próximos de access points bem posicionados, com cabeamento adequado e sinal de boa qualidade.
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